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Fresagem asfáltica: o processo técnico que garante a eficiência na restauração de pavimentos

Em projetos de reabilitação e manutenção viária, a fresagem asfáltica é uma das etapas mais relevantes para assegurar a durabilidade e o desempenho estrutural do pavimento. Trata-se de uma técnica essencial na engenharia rodoviária, que precede a aplicação de novas camadas asfálticas e tem como objetivo restaurar a capacidade funcional e estrutural da via.

O que é a fresagem asfáltica

A fresagem consiste na remoção controlada de uma ou mais camadas do revestimento asfáltico existente, por meio de corte mecânico. Essa intervenção elimina trechos deteriorados – afetados por fissuras, trincas, afundamentos ou deformações – que comprometem a segurança e o conforto do rolamento.

O processo é executado com equipamentos denominados fresadoras, máquinas de alta precisão dotadas de um tambor de corte equipado com ferramentas metálicas (bits), responsáveis pela raspagem e fragmentação do material asfáltico. Durante a operação, o material removido é conduzido por uma correia transportadora até a caçamba de caminhões para posterior reaproveitamento ou descarte adequado, conforme as diretrizes ambientais e técnicas aplicáveis.

Tipos de fresagem

A escolha do tipo de fresagem está diretamente relacionada à profundidade de corte e ao objetivo da intervenção. De forma geral, o procedimento é classificado em três categorias:

  • Fresagem superficial: remove apenas a camada mais externa do pavimento, corrigindo pequenas irregularidades.
  • Fresagem rasa: atinge camadas intermediárias, podendo alcançar a camada de ligação, dependendo do nível de deterioração.
  • Fresagem profunda: utilizada em reabilitações estruturais, alcançando até a sub-base do pavimento, quando há necessidade de reconstrução parcial.

Essa diferenciação permite adequar o método à realidade da via e otimizar o uso de materiais e recursos, garantindo eficiência técnica e econômica ao processo.

Finalidade e importância

A fresagem tem papel fundamental na restauração asfáltica, pois prepara a superfície para a aplicação de novas camadas de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ). A simples sobreposição de camadas sem a remoção da base danificada pode gerar desníveis, comprometer a aderência e reduzir significativamente a vida útil do novo pavimento.

Ao eliminar as patologias existentes e nivelar a superfície, a fresagem assegura uma base regular e estável para a recomposição do revestimento, resultando em melhor desempenho estrutural e maior conforto ao tráfego.

Conclusão A fresagem é uma etapa técnica indispensável nos serviços de recuperação e manutenção de rodovias. Mais do que um procedimento mecânico, é uma solução de engenharia que alia precisão, segurança e sustentabilidade, garantindo que as vias mantenham sua funcionalidade e contribuam para o desenvolvimento da infraestrutura viária do país.

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